COLOCANDO OS PINGOS NOS “IS”

Hoje, ao ler o que circula nas redes sociais, realmente, é preciso prestar atenção nas informações publicadas e checar a sua veracidade.

O que ocorreu na Câmara de Vereadores de Pesqueira, quinta feira passada é uma delas, que pôde ser acompanhada em tempo real, através das mídias sociais.

É fato e pode ser constatado, que houve votação na Câmara de Vereadores, por mais que se queiram negar ou justificar. Foi votado sim, a dispensa de interstício do Decreto Lesgislativo, que foi derrotado por 7 votos a 5, pelos Vereadores da base governista, da atual Gestão Municipal.

Os presentes que se encontravam lá e as imagens da gravação da sessão, não deixam dúvidas, são inequívocas, irrefutáveis.

Como contestar que não votaram contra os professores da rede municipal, se seus votos derrotaram a dispensa de interstício, para que o Decreto Legislativo não fosse votado naquela sessão?

O Decreto Legislativo é uma matéria de interesse da Categoria, uma vez que determina prazo para o Executivo enviar o Projeto de Lei a Câmara de Vereadores, para que seja cumprida a Lei do Piso Nacional do Magistério, uma vez que o Legislativo não pode legislar sobre matéria financeira.

Como negar uma prerrogativa do Poder Legislativo, para procastinar ou derrotar uma normativa própria do Poder, por parte de seus integrantes? Numa estratégia de prolongar uma situação que é insustentável?

É importante frisar, que o verdadeiro som, é aquele que emana do povo, que muitos usam indevidamente em seu nome.

Não são dos ditos “berrantes dos mais espertos”, até porque professor não é gado que se tange e ferra, nem massa de manobra.

É uma Classe, que merece respeito, apesar de todas as suas dificuldades, ela tem autonomia e consciência de seu papel, de seus direitos e de suas necessidades, para se lutar toda vez que se fizer necessário.

É justamente por não ser ingênua, que não se engana fácilmente, porque nada cai do céu, é fruto de muita e incansável luta, pra enfrentar os desafios, nos seus diversos aspectos, como profissional da educação, que tem o dever por essência, de formar cidadãos.

O advento das redes sociais, esta ferramenta importante, tem a capacidade de instantaneidade da informação e de sua difusão, para o grande público.

Nada fica de baixo do tapete, tudo é sabido em tempo real, principalmente, o que ocorre na esfera pública, que é do interesse de todos. Como o que acontece na Casa do Povo, através de seus representantes.

O país vive sobre a égide de um regime democrático, em que todos devem ter direito ao acesso a informação, de saber como se comportam os políticos que elegeram. Bem como, os agentes publicos devem prestar contas de seus atos a sociedade, a sua mantenedora e soberana.

Citar de forma velada, com tom intimidatório, um amontoado de crimes previstos em legislações, como se algum crime tivessem sido cometido, por ter informado a população, de como se comportam seus representantes na Casa Anísio Galvão, é no mínimo hilário, pra não dizer uma piada de mau gosto, fora de contexto e descabido. Principalmente, para uma Classe organizada, informada e consciente de seus direitos, como são os professores, que trabalham com o conhecimento e a informação.

Assim, será que o povo não tem direito de saber como votam e como se comportam no exercício do mandato parlamentar, aqueles que receberam o seu voto?

Se estão lá na Câmara de Vereadores, é porque esses representantes do povo, receberam a delegação desse povo, para legislar em favor dos seus legitmos interesses, através do mandato popular. Para ter no mínimo, zelo pela coisa pública, no cumprimento das leis, como legisladores e fiscais do povo, bem como, do mandato parlamentar lhe foi conferido, pela soberania popular.

Por Fábio Amorim do SINTMEP

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