Na noite da última segunda-feira (10), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) recomendou a suspensão imediata da aplicação do imunizante Oxford/Astrazeneca em gestantes. Após a recomendação, a secretaria de saúde estadual de Pernambuco decidiu suspender a vacinação das gestantes com a vacina de Oxford e estendeu a medida para as puérperas, mulheres que ganharam bebês há pelo menos 45 dias, por precaução, até um posicionamento oficial do Ministério da Saúde.
A superintendente de Imunizações de Pernambuco, Ana Catarina de Mel, declarou que o estado ainda depende de um pronunciamento oficial do Ministério da Saúde para saber se deve aplicar e como deve ser a aplicação da segunda dose das gestantes que já receberam a primeira dose da vacina em questão.
Com a suspensão, apenas as vacinas Coronavac/Butantan e Pfizer/Biontech podem ser aplicadas nas gestantes e puérperas no estado de Pernambuco.
A vacinação dos outros grupos prioritários com utilização do imunizante Oxford/AstraZeneca, como os de pessoas com comorbidades, seguirá normalmente.
CASOS ENVOLVENDO A VACINA DE OXFORD/ASTRAZENECA
No dia 27 de Abril, o Canadá anunciou a morte de uma mulher com 54 anos que faleceu após ser vacinada com a vacina de Oxford e ter uma trombose cerebral. O hospital universitário de Montreal, McGill, emitiu uma nota dizendo que a morte está possivelmente ligada ao imunizante, apesar de esperar resultados dos teste para confimar a informação.
No Rio de Janeiro, nesta terça-feira (11), uma mulher grávida faleceu após receber a vacina de Oxford. Segundo fontes da secretaria de Saúde do RJ, a mulher não apresentava histórico de doença circulatória nem sofria de nenhuma doença viral. A morte ainda está em fase investigativa para saber se há alguma relação com a vacina.





