O julgamento do prefeito de Pesqueira (PE), Cacique Marcos (Republicanos), no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), foi suspenso após o desembargador Washington Luís Macedo de Amorim pedir vistas do processo. A decisão veio logo após o voto do relator, desembargador Paulo Machado Cordeiro, que defendeu a manutenção da condenação do prefeito em primeira instância.
Antes de solicitar o adiamento, Amorim levantou questionamentos sobre a natureza das promessas eleitorais: “Qual é o candidato que vai para uma eleição e não promete? Vai se cassar um agente político porque ele prometeu? Qual é o ilícito? Qual seria a vinculação da promessa com o resultado da eleição? Se o prefeito colocou ou retirou máquinas, qual o desequilíbrio que isso causa? Um candidato não pode prometer que vai fazer algo se eleito?”, indagou o desembargador, sinalizando uma reflexão sobre os limites das acusações.
O pedido de vistas pode prolongar o julgamento por até 60 dias, adiando a decisão sobre a cassação do mandato de Cacique Marcos. O caso, que envolve alegações de irregularidades eleitorais, segue sob análise, mantendo a expectativa de eleitores e lideranças políticas em Pesqueira.
A suspensão do julgamento reflete a complexidade do tema e a necessidade de maior exame das provas e argumentos apresentados. Até o retorno do processo, o prefeito permanece no cargo, enquanto o TRE-PE avalia, também, os impactos das promessas e ações questionadas no equilíbrio do pleito eleitoral.




