O legado prometido que a Copa de 2014 não deixou para Pernambuco

Cidade da Copa previa conjuntos habitacionais, shopping, universidade, parque e empresariais. Ficou só no estádio da Arena Pernambuco e muito mato ao redor - FOTO: Divulgação

Nem a Cidade da Copa saiu do papel, nem o transporte metropolitano ganhou o aperfeiçoamento esperado, oito anos depois da Copa de 2014

Quando o Recife foi definido como uma das cidades-sede para a Copa do Mundo de futebol de 2014, no Brasil, a expectativa se formou muito além da celebração dos torcedores. Na época, criou-se todo um clima de redenção, com a promessa de legado urbanístico visando a expansão qualificada de um território ocupado na Região Metropolitana, no município de São Lourenço da Mata, escolhido para a construção da
Arena. E mais: a ligação para o estádio seria o mote para um salto de melhoria na mobilidade no Grande Recife, a partir de implantação de sistemas de transporte integrados, seguros, rápidos e confortáveis.

Nem a Cidade da Copa saiu do papel, nem o transporte metropolitano ganhou o aperfeiçoamento esperado, oito anos depois da Copa de 2014. Ficou a Arena, cercada por vias de acesso, ilha de concreto rodeada por imenso vazio. Com o que se gasta para a manutenção do equipamento a cada dois anos, daria para se realizar a reforma necessária do Hospital da Restauração, por exemplo. O estádio é subutilizado pelos clubes pernambucanos, sendo palco de jogos importantes com grande público em raras
ocasiões. Em reportagem de Adriana Guarda, publicada pelo JC, a frustração pelo legado que não veio é evidenciada, após mais de uma década de promessa – já que o planejamento veio antes, e projetava o legado para logo após a competição mundial.

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