“Eu tenho um sonho que meus quatro pequenos filhos um dia viverão em uma nação onde não serão julgados pela cor da pele, mas pelo conteúdo do seu caráter. Eu tenho um sonho hoje.”
Essa máxima faz parte do célebre discurso, proferido por Martin Luther King em Washington (EUA), no ano de 1963, as falas contundentes são o símbolo da luta pela igualdade e nos faz refletir sobre as crueldades do racismo.
No propósito de conscientizar, coibir e punir com a força da lei as discriminações raciais, surge em Pesqueira em 2020, o GRUPO RAÍZES DA LIBERDADE, idealizado pelo advogado Dr. Alexandre Guedes e o professor, Hamilton.
Quando foi criado, grande parte da população estava em isolamento social, devido ao contágio da Covid-19 e pôde assistir atônita o assassinato do cidadão negro, George Floyd, ocorrido em 25 de maio deste ano, depois que Derek Chauvin, então policial da cidade de Minneapolis, ajoelhou-se no pescoço de Floyd, impedindo que ele respirasse, o mesmo rapidamente veio a falecer. As gravações em vídeo, mostrando o homem dizendo repetidamente: “I Can’t Breathe!” (“Não consigo respirar”) foram amplamente divulgadas nas redes sociais e transmitidas pelos meios de comunicação do mundo, desencadeando uma série de manifestações cujo slogan era “VIDAS NEGRAS IMPORTAM”. Aqui em Pesqueira não foi diferente, o confinamento impedia o contato físico, contudo a internet oportunizou encontros sobre o tema com muito engajamento, a exemplo da live feita pelos idealizadores do grupo, incitando as pessoas à luta.
A aceitação foi imediata e ao longo desses cinco anos, outros membros aderiram à causa, resultando em ações que visam fortalecer a igualdade por direitos e a implementação de políticas públicas. A necessidade de estar juntos para se fortalecerem se fez urgente e uma vez por mês os integrantes do grupo irão se encontrar na Biblioteca Pública Municipal. A reunião de agosto aconteceu num clima amistoso e produtivo com a participação da professora e gestora da entidade, Andréa Galvão, de Dr. Alexandre Guedes, Hamilton, das professoras, Cleide Assis, Iolanda Santos e de Georgia.
A missão do grupo está consolidada e a união de pessoas proativas e competentes tendem a dar mais visibilidade ao movimento negro que é de todos nós, à cultura afro e à resistência, conforme enfatiza Alexandre em suas palavras: “Erguer-se é um símbolo nato de quem pela vida tombou, mas inconformado se levanta na certeza de que lutou e lutará muitas vezes. Avante!




