A Seleção Brasileira está fora da Copa do Mundo de 2026. A precoce eliminação diante da Noruega por 2 a 1, nas oitavas de final em Nova Jersey, decretou o maior jejum de títulos mundiais da história do futebol brasileiro — serão pelo menos 28 anos de espera até o próximo torneio. Mais do que a dor do adeus, o resultado fez explodir uma onda de indignação que tem um alvo principal bem definido: o técnico italiano Carlo Ancelotti.
O clima nos bastidores e entre os torcedores é de profunda insatisfação. Críticos e analistas apontam que a campanha do Brasil no Mundial foi uma ilusão sustentada apenas por vitórias elásticas contra seleções expressivamente abaixo do nível técnico mundial, como as goleadas sobre o Haiti e a Escócia na fase de grupos. No primeiro grande teste tático contra uma equipe europeia organizada e liderada por um craque decisivo como Erling Haaland, as fragilidades do esquema do treinador foram completamente expostas.
O principal foco das queixas reside nas decisões do comandante à beira do gramado. Ancelotti foi duramente questionado pelas escolhas na escalação inicial e, principalmente, pelas substituições erradas durante a segunda etapa da partida eliminatória. As mexidas comprometeram o equilíbrio do meio-campo e deixaram a defesa desprotegida, facilitando as ações ofensivas do adversário no momento mais crítico do confronto. Nem mesmo o gol de pênalti marcado por Neymar nos acréscimos foi capaz de camuflar o nó tático sofrido.
Embora o treinador tenha um contrato recentemente estendido e adote um discurso resiliente, afirmando coletivamente que a derrota não representa o fim, mas “o início de um novo ciclo” focado em 2030, a paciência da torcida e de setores da crítica especializada se esgotou. As redes sociais e as mesas-redondas esportivas foram inundadas por protestos imediatos, com clamores públicos que já pedem abertamente a saída definitiva de Carlo Ancelotti do cargo de técnico da Amarelinha.




