Joselito Vitor dos Santos, preso sob a acusação de estuprar um menino na praia do Guarujá, no litoral de São Paulo, morreu após passar dias internado em estado grave. O homem deu entrada em uma unidade prisional da capital paulista apresentando severas queimaduras pelo corpo e sinais de violência sexual sofridos no ambiente carcerário.
O suspeito havia sido preso em flagrante no dia 30 de agosto de 2026, depois de ser flagrado e filmado por testemunhas ao levar a criança para debaixo de um deck. Após a prisão inicial no litoral, ele foi transferido no dia 9 de setembro para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros I, na capital paulista, onde chegou já com ferimentos graves decorrentes das agressões promovidas por outros detentos.
No dia 12 de setembro, o quadro de saúde do custodiado se agravou no presídio. Ele foi socorrido emergencialmente para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na Lapa e, em seguida, transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Geral Vila Penteado, onde permaneceu sob escolta policial.
Segundo o registro policial, a vítima desenvolveu disfunção renal e sepse de foco cutâneo decorrente das queimaduras, evoluindo para um quadro de choque séptico refratário. O óbito foi confirmado pela unidade hospitalar e o sepultamento ocorreu nesta quinta-feira (24), no Cemitério Jardim da Paz, no Guarujá. A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar os crimes cometidos contra o preso no sistema prisional.




